O anjo e o pastor
Cornélius era um jovem pastor de ovelhas. Todos os dias, saía de sua cabana bem cedo a conduzir o rebanho aos mais verdes pastos da região.
Em uma certa manhã ensolarda, de céu muito azul e núvens de algodão, o pastor chegou à um pasto muito tranquilo, ao lado de um pequeno riacho de águas cristalinas. Sentou-se em uma das grandes pedras, a que o acomodou melhor. Cornélius observava as ovelhas no pasto, porém, seus pensamentos estavam longe. A solidão era um sentimento rotineiro, e sua maior companhia.
Neste dia, Cornélius teve uma visão. Um brilho emanava em meio às árvores de uma floresta próxima. Descuidou-se de seu rebanho e adentrou a mata, atraído pela luz. Deparou-se com uma mulher angelical, divina, com todo seu explendor visível sob uma manta branca transparente, e asas muito longas. Completamente seduzido, o pastor a tocou na pálida face, e a beijou, tornando-se uma criatura divina. Descendo pela face, ele a beijou nos seios, e no ventre, onde observou uma marca de um pentagrama apontando para baixo. Fizeram amor como duas criaturas divinas, etéreas.
Deitado, acordou como se estivesse saindo de um sono profundo, e observou o céu, que parecia vermelho e com núvens negras. Estava frio e moribundo, e seu corpo parecia deformado. Olhou à sua volta, percebeu que estava em cima da mesma pedra em que se sentou quando viu a estranha luz. Pelo riacho, ao invés de águas cristalinas, corria sangue quente e grosso. O pasto verde estava em brasa, as ovelhas despedaçadas, como que devoradas por lobos. Observou seu próprio ventre e notou uma marca de pentagrama similar ao da estranha criatura com quem fizera amor. Sentiu um vazio e uma solidão que nunca sentira antes. Olhou em frente, e viu o mesmo brilho por entre os galhos secos e retorcidos das árvores da floresta.
Reunindo todas as suas forças, Cornélius se arrastou por muito tempo até alcançar novamente a luz. Sem fôlego, deparou-se com o anjo novamente, que parecia agora uma criatura feminina vermelha, nua, sensual e diabólica. Ela estendeu a mão ao pastor, contou-lhe que era um anjo do mal, que se apaixonara por ele. Ela o enganou para seduzí-lo e possuir sua doce alma nos confins do universo, por toda a eternidade. Cornélius deu o último suspiro, e entregou sua alma, libertando-se de seu corpo e da solidão.
Em uma certa manhã ensolarda, de céu muito azul e núvens de algodão, o pastor chegou à um pasto muito tranquilo, ao lado de um pequeno riacho de águas cristalinas. Sentou-se em uma das grandes pedras, a que o acomodou melhor. Cornélius observava as ovelhas no pasto, porém, seus pensamentos estavam longe. A solidão era um sentimento rotineiro, e sua maior companhia.
Neste dia, Cornélius teve uma visão. Um brilho emanava em meio às árvores de uma floresta próxima. Descuidou-se de seu rebanho e adentrou a mata, atraído pela luz. Deparou-se com uma mulher angelical, divina, com todo seu explendor visível sob uma manta branca transparente, e asas muito longas. Completamente seduzido, o pastor a tocou na pálida face, e a beijou, tornando-se uma criatura divina. Descendo pela face, ele a beijou nos seios, e no ventre, onde observou uma marca de um pentagrama apontando para baixo. Fizeram amor como duas criaturas divinas, etéreas.
Deitado, acordou como se estivesse saindo de um sono profundo, e observou o céu, que parecia vermelho e com núvens negras. Estava frio e moribundo, e seu corpo parecia deformado. Olhou à sua volta, percebeu que estava em cima da mesma pedra em que se sentou quando viu a estranha luz. Pelo riacho, ao invés de águas cristalinas, corria sangue quente e grosso. O pasto verde estava em brasa, as ovelhas despedaçadas, como que devoradas por lobos. Observou seu próprio ventre e notou uma marca de pentagrama similar ao da estranha criatura com quem fizera amor. Sentiu um vazio e uma solidão que nunca sentira antes. Olhou em frente, e viu o mesmo brilho por entre os galhos secos e retorcidos das árvores da floresta.
Reunindo todas as suas forças, Cornélius se arrastou por muito tempo até alcançar novamente a luz. Sem fôlego, deparou-se com o anjo novamente, que parecia agora uma criatura feminina vermelha, nua, sensual e diabólica. Ela estendeu a mão ao pastor, contou-lhe que era um anjo do mal, que se apaixonara por ele. Ela o enganou para seduzí-lo e possuir sua doce alma nos confins do universo, por toda a eternidade. Cornélius deu o último suspiro, e entregou sua alma, libertando-se de seu corpo e da solidão.

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